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segunda-feira, 3 de março de 2008

MAIS UMA HISTÓRIA

Hoje o William me disse que eu utilizei o espaço do blog para falar de coisas particulares - que o Jaguardioes é um Blog idoneo* e tal...

(pausa)

Definição de IDONEO:

1. idôneo
adj. Conveniente, próprio para alguma coisa. Capaz de exercer atos civis e políticos. Apto, capaz; adequado.

O profissional idôneo, correto, honesto, que conduz sua vida e seu trabalho dentro dos princípios legais e éticos, tem a seu favor a consideração, o apreço, a admiração e a confiança das pessoas.

(volta)
Tudo bem, concordo com ele, mas poooo William, se eu não colocasse para fora o que está aqui no meu coração e na minha cabeça, SOBRE O QUE PODERIA ESCREVER?

Entende? Entendem?

Espero que nada daquilo tenha prejudicado esse blog, tao querido, tao astuto, tao SINGULAR.

Agora assim... Aconteceu no sábado.

- Bom dia, vó. A senhora ja foi na feira hoje?
- Ainda não.
- Vamos? Eu vou com você!
Nossa, foi uma alegria para a senhora de 70 anos: passear na feira com a minha neta!!!!!
-Ta precisando de muita coisa, vó?
- Não, hoje é rapidinho, Só vou comprar bananas.
Tamanha a felicidade de sua avozinha, que as bananas, se tornaram tomates, pepinos, abacaxi, mamao, manga, coco ralado, cenoura, cebola, ovos, carne....entre outros.
- Nossa, vó, que calor!!!!
- Quer tapioca?
- Não,. ta muito cedo
- Come vai..a vó quer te dar!!!
- Mas Vó, tomei café a pouco tempo...
-Não quero saber... Moça, faz uma tapioca pra ela, de leite condensado.

(pausa)
Mania de vó, achar que neto passa fome, e querer entuchar comida na gente, ne?!

-Ta muito boa.Quer uma pedaço?
-Brigada.

Enfim....papo vai, papo vem;....
a Vó diz:
- Você ta precisando de alguma coisa:
olha para um ladom olha para o outro
-Sim...de uma vassoura!!
- Nossa, você é muito esquisita. hehehe
- HAHAHA ta legal, vó.
- Pra que você quer uma vassoura?

???????
Para que serve uma vassoura?
Quem disse era pra limpar a casa?!?!?!



Por Tassiana Ghorayeb Resende - quem entendeu, entendeu... e eu limpo meu banheiro com a vassoura nova....ainda não é meu meio de transporte!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O MANIFESTO

por Ricardo Schneider

Amor falado é amor errado

Amar é algo para se fazer a dois. Ninguém ama sozinho. Saudade, desejo, paixão, carência, seja o que for, mas sozinho não é amor.
A dois. Como é bom estar sozinho com alguém. O mundo nunca é suficientemente grande para dois corações enamorados. E um coração será sempre grande o bastante para amar. Porque nunca estará sozinho quem por hora está sendo amado.
Os corações se completam. Duas metades. Dois lados. Duas almas. Dois sexos. Dois em um. Os opostos. Os dispostos. O amor é flor, o amor é espinho. O amor é pedra e caminho. É companhia sem solidão, é pecado com perdão. Amor é verso e também é prosa. É lirismo e egoísmo. É lua e sol, noite e dia. É hoje o dia, todo dia.
O amor pode ser tudo, mas também pode ser nada. Pode ser duas mãos dadas seguindo na mesma estrada. Só não pode ser palavra.
Amor não deve ser falado, deve ser sentido. Deve ser amado. Deve existir sempre, mesmo quando estamos separados.
E ninguém que ama, amará errado. Pois amar não é pecado.


Um caso de amor
Tudo começou com uma incrível idéia dada pelo ‘n’, que decidiu competir com o ‘m’ para ver quem fica o maior tempo de ponta cabeça. Pareceu uwa idéia boba, e foi weswo, was cowo ew toda idéia boba, as couseqüêucias logo coweçaraw a aparecer. Isso porque uw dos waudaweutos da wassa alfabética coweçou a ser iufriugido. Esse waudaweuto diz que ueuhuwa cousoaute pode se relaciouar cow uwa vogal a weuos que dewoustrew a iuteução de coustituírew fawília, o que uão era o caso. Acoutece que o ‘u de pouta cabeça’ percebeu uwa afiuidade iucrível cow o ‘u’, e logo tiveraw uw caso aworoso.
Uo coweço tudo era flores, e as duas letras estavaw wuito felizes. A cowpetição cow o ‘w’ havia sido esquecida, e o ‘u’ wauteve-se de pouta cabeça por puro prazer. Was logo o tewpo passou, e couforwe ele passava, o ‘t’ e o ‘v’ cresciaw os olhos para ciwa do outrora ‘u’, dewoustraudo ciúwe cow a eutão viziuha de posição, teweudo perdê-la para sewpre. Foi assiw que, uuwa visita uoturua a sua awada, o ‘u’ foi surpreeudido cow uwa ewboscada arwada pelos dois ciuweutos e foi obrigado a se desvirar e dar no pé para nunca wais voltar. Os dois powbinhos nunca wais voltaraw a se encontrar cow alguw enlace aworoso. Isso fez cow que o ‘w’ pudesse voltar ao norwal e ganhar a aposta, e como todo bom ganhador, tira sarro até hoje de seu desafiante.
Hoje todos vivem felizes, exceto o ‘n’, que espera até hoje que o ‘u’ vá visitá-lo. Coisa que não aconteceu e nem acontecerá, porque o ‘u’ está envolvido em outra história de amor. Mas essa é outra história, para outro dia, talvez.

Nova seção!
Estreamos nossa nova seção: CONFESSO QUE LI! Nela falaremos sobre livros bons que ocupam lugar na estante da nossa equipe e que já foram devidamente lidos pelos nossos redatores. Toda semana uma dica literária diferente para você ir correndo à livraria mais próxima!

CONFESSO QUE LI!
“No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem.” Com essa frase, Gabriel García Marques começa seu último romance, “Memórias de minhas putas tristes”. Nele Marques escreve com maestria a história de um velho que aos noventa anos deseja uma noite de amor com uma virgem. A trama segue mostrando como um homem pode amar independentemente da idade e da forma. Com linguagem poética e irresistível, esse ganhador do Prêmio Nobel de Literatura é leitura obrigatória, e “Memória de minhas putas tristes” uma boa opção.

Calma, calma, O MANIFESTO voltou! Tivemos um pequeno problema de tinta. Usamos tinta que pessoas inteligentes não vêem, por isso O MANIFESTO Mficou em falta. Mas eliminamos esse problema e nessa edição utilizamos charges do bom e velho Laerte (leia-o em www.laerte.com.br, na Folha de São Paulo ou em um de seus livros) e os textos são de Ricardo Schneider (www.jaguardioes.blogspot.com ou www.freakingchina.blogspot.com). Os assuntos continuam sem nexo e desconexos com a realidade, mas ninguém tem se importado com isso. Agradecemos a compreensão, e desculpa alguma coisa!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O MANIFESTO

VAMOS FAZER AMOR
por Ricardo Schneider


As mulheres e seus corpos nus
Não há nada mais intrigante do que um corpo feminino. Do que ele se despindo antes de entrar em uma banheira, quando com o pezinho toca a água para sentir a temperatura antes de se jogar num banho de espuma. Há quem diga que a nudez feminina só se faz necessária durante o banho, no sexo e dançando em cima da mesa de um bar, após aquela dose derradeira. Outros dizem que para certas mulheres, só há estas três situações durante a vida.
O corpo feminino sempre é belo. Desde sua inocência, exposta no uniforme escolar, até a descoberta da sexualidade e da sensualidade. É quando a mulher descobre o poder do decote, e misturando-o com o piercing no umbigo à mostra, não há homem que resista.
Não há homem que consiga resistir ao poder de sedução do rosto feminino. Do brilho no olhar e nos brincos de argola. Do brilho nos lábios. Aquelas correntinhas com a inicial de seu nome. Então você fica tentando adivinhar qual seria o nome daquele magnífico ser. E a letra fica parada bem ali, no lugar estratégico do tão belo decote. Você vai descendo o olhar até o piercing, continua pela calça jeans colada e termina no salto alto.
Quando você volta do banheiro ela está ali, sentada fumando um cigarro, pulso à mostra e fumaça para cima. O excesso de beleza a protege de investidas. É nessas horas que o homem começa a tomar coragem para ter um contato, uma palavra, um “oi, tudo bem”, e pede ajuda ao garçom, que a traz prontamente em forma de cerveja, ou o que for mais conveniente. Quando a coragem parece chegar, foge no mesmo instante em que um amigo o cumprimenta e começa a conversar. Faz tempo que você não o vê. Ficam bebendo, pedindo mais cervejas, ou o que for mais conveniente. E não vêem a hora passar.
Quando você volta do banheiro ela está ali, agora com o bar quase vazio, em pé sob a mesa, sem os saltos altos. Também não há mais decote, e a calça jeans já se perdeu. Aquela letra já não é motivo de atenção, e seu nome é o que menos importa. No chão há um copo quebrado, mas não havia mais bebida nele quando se quebrou. Há quem diga que a nudez feminina não é necessária em certos momentos. Há quem prova o contrário.



OS BONOBOS SÃO A SOLUÇÃO!
O bonobo é uma espécie de macacos cuja sociedade se baseia apenas numa coisa: sexo. Lá tudo é liberado, ou seja, ninguém é de ninguém. Só não vale fazer sexo com alguém da família, claro. Junto com o ser humano, eles são as únicas sociedades que utilizam o sexo além da procriação. Detalhe: Beijam-se, fazem sexo oral, grupal, masturbam-se, enfim, são bem criativos. E o melhor, vivem numa sociedade extremamente pacifista. Não é a toa, esses tais bonobos sabem como aproveitar bem a vida ao invés de brigar. Procure mais sobre os bonobos na internet, e vamos aprender com eles a como viver mais em paz!


SEXO ENTRE AMIGOS – ação solidária

Sejam bem vindos à mais nova e primeira campanha d’O Manifesto. Sim, aproveitando a onda da boa ação e do cuidado com o meio ambiente, da qual as empresas tanto se beneficiam, também resolvemos fazer nossa campanha. Claro que nessa campanha ninguém vai querer salvar o mundo, mesmo porque ele não precisa ser salvo. Nessa campanha queremos que todos os homens e mulheres aproveitem o tempo que ainda resta à humanidade na Terra fazendo o que melhor se pode fazer: SEXO! E o melhor, ENTRE AMIGOS! Então, se você está num domingo sem ter o que fazer, ligue para uma pessoa que você conhece e convide-a para sair, tomar um chope ou ver um filme, e depois, claro, façam sexo! Afinal, é melhor fazer sexo entre amigos que entre inimigos. Aproveitem pessoal!
Nesse Manifesto os textos ficam por conta de Ricardo Schneider, ainda. Leia mais dele em www.jaguardioes.blogspot.com. As charges, muito boas por sinal, são de Laerte. Leia mais de Laerte em www.laerte.com.br, na Folha de São Paulo ou então compre seu último livro, Laertevisão. Os bonobos realmente existem, e nesse momento devem estar ocupadíssimos em uma guerra de sexo. Façam sexo e divirtam-se. Abrassão e até a próssima, pessoal! E como diria a mãe de um amigo meu, desculpa alguma coisa.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O MANIFESTO

QUEM MATOU VOCÊ?
por Ricardo Schneider

Reconhecidamente (e com toda a razão), o Brasil é o maior produtor de novelas no mundo. Entende-se Brasil como principalmente, talvez exclusivamente, a emissora de televisão Rede Globo. A Rede Globo não produz apenas as melhores novelas, como também produz numa quantidade invejável, e com uma qualidade respeitável. São três novelas diárias, mais um seriado (Malhação) e ainda a reprise de algum antigo sucesso (Vale a Pena Ver de Novo). Juntando o tempo total de teledramaturgia diário dessas cinco obras, têm-se aproximadamente quatro horas de exibição por dia. São quase dois filmes por dia. Mas afinal, por que questionamos tanto essas novelas, e o que elas nos acrescentam ou deixam de acrescentar? E por que os filmes brasileiros não fazem tanto sucesso quanto as novelas? Você sabe?




“Teve casamento, morte e criança nascendo. O mocinho se deu bem, o vilão não. Todos ficaram felizes para sempre.”
Essa descrição lhe é familiar? Pois bem. Todos os seres humanos que alguma vez viram o último capítulo de alguma telenovela Global podem dizer que esse enredo faz parte do final da trama. Mas por que tantas vezes ele aparece fechando uma historia que sempre leva meses para se desenrolar? Por que repetir a mesma historia, mudando pouquíssima coisa, durante anos? A explicação para isso é um pouco complexa, mas nada que não possa ser entendido.
Ao assistir à programação da Globo, podemos perceber um certo engessamento em sua grade ao longo dos últimos anos. Há, sem duvida alguma, uma prioridade para os programas que tenham certa capacidade de sofrer poucas alterações ao longo do tempo. A explicação para isso é obvia: quanto menos um programa mudar, menor o custo para produzi-lo. Além, é claro, de acostumar a mente do telespectador à programação. Perceba que todos os dias a programação é praticamente a mesma, seguindo os mesmos horários. As exceções ficam para os programas exibidos depois que a grade fixa termina (filmes, futebol, seriados, etc) e os programas de fim de semana.
É por isso que produzir novelas dá resultado. Sai mais barato manter o estilo do que inventar coisas novas a cada período de tempo. Quanto à similaridade entre historias, isso é outro assunto...







Por que as historias são iguais?
O Brasil ainda carece de bons roteiristas. Nos cinemas brasileiros há algumas boas histórias, mas ainda são poucas. Falta uma preocupação com a história, não apenas com os atores e efeitos especiais. O formato da teledramaturgia brasileira propicia a repetição. Nos Sitcom’s americanos, cada episódio gira em torno de uma trama, e a cada episodio essa trama muda. Mas no Brasil o redator tem que levar uma historia adiante durante seis, sete, oito meses. Fica difícil não fugir do normal. E caso o roteirista fuja, desagrada o telespectador, que já está acostumado com essa “trama padrão”. Além do escritor estar de certa forma aprisionado...


Prisão?
Arte é arte, e não deveria estar aliada a interesses econômicos. Mas está. Grandes empresas invadem a trama de uma história para exibir seus produtos e serviços. Isso atrapalha não só quem escreve como também quem assiste. Quebra o clima. Por isso trabalhos feitos com baixo custo conseguem ter boa visibilidade. Não estão presos há interesses externos e podem ser feitos da maneira como os produtores quiserem.






Programação imobilizada, histórias muito longas, falta de novos talentos, interesses externos, excesso de recursos financeiros, despreocupação com a história. São alguns pontos que fazem das novelas o que elas são. Há coisas melhores que elas na TV, e muitas outras melhores fora dela. Duvida? Então confira:


Filmes:
Cinema Paradiso
Pulp Ficton
V de Vingança


Livros:
1984 - George Orwell
Eu, Robô – Isaac Asimov
O Imbecilismo – Edson Aran



Saites:
http://www.portacurtas.com.br/
http://www.marcelotas.com.br/
http://www.millor.com.br/


Blogs:
http://www.blogdogalhardo.zip.net/
http://www.carapuceiro.zip.net/
http://www.kibeloco.com.br/

Todos os textos são de Ricardo Schneider – http://www.jaguardioes.blogspot.com/ – e as charges são de Adão Iturrusgarai – http://www.adao.com.br/. Todas as idéias aqui expressadas estão ocupadas assistindo ao capítulo da novela, por isso pode ficar um pouco difícil entendê-las. Prometemos melhorar em breve. Até a próssima, e desculpa alguma coisa!